O Boato e Marketing Viral

Postado por admin em setembro 13th, 2010

boatoeviralPensar em Marketing viral sem pensar que ele não existiria caso a pessoa checasse antecipadamente as informações antes de disseminá-las seria um despropósito.
O Marketing viral só cresceu dessa forma pois o ser humano tem uma tendência a transmitir informações sem verificar a veracidade. Temos uma necessidade latente de dizer ao maior número de pessoas possível que aquela informação ele soube por nossa boca. E, assim, nos sentimos cada vez mais importantes. Seja disseminando piadas, anúncios, vídeos engraçados ou notícias das celebridades.
Segundo Levy (1993), Boato é “o processo pelo qual informações não comprovadas são transmitidas de pessoa a pessoa que o aceita, transmite, segundo princípio de quem conta um conto acrescenta um ponto, e acaba por orientar um comportamento em função dele”.
Na prática, não há a necessidade de acrescentar um ponto cada vez que disseminamos uma mensagem, mas o princípio básico do Viral com o Boato é o mesmo: transmitir informações muitas vezes não comprovadas. Se o boato era uma ferramenta boca a boca que podia demorar meses para se disseminar, atualmente, com as ferramentas de comunicação disponíveis (emails, sites de relacionamento, blogs, entre outros), um boato pode ter início às 8:00 da manhã em Paris e, duas horas depois estar rodando o mundo, com as suas devidas traduções por cada país que passa.
Se antes o chamariz para o boato era “Já te contei que…” ou “Não conte para ninguém, mas…”, hoje em dia as mensagens vem precedidas com uma mensagem com algo do tipo: “incrível…”, “Leia até o fim…”, “Passe para o maior número de pessoas possível”. Passar para o maior número? Isso se eu quiser, ou se concordar, ou se assim o desejar.. mas com os atuais instrumentos, ninguém pensa duas vezes: Xampu dá câncer? Envie para seus amigos. Estão matando baleias na Austrália? Envie para seus amigos. O governo está tramando algo que não divulgou? Mande para seus amigos.
Essas mensagens acabam tendo o mesmo efeito do Boato: Nenhum. Assim como era o boato antigamente, a partir do momento que retransmitimos a mensagem, nos sentimos livres. Cumprimos nossa missão.
Dessa forma, quando alguém me perguntar o que estou fazendo para salvar as baleias responderei orgulhoso: enviei um email que recebi com imagens chocantes de baleias sendo caçadas para o maior número de amigos possível. Que por sua vez enviaram para outro tanto. Espero que isso seja suficiente para salvar as baleias.

Referências:

LEVY, Moisés Mishel – Informação Executiva – Primeira edição – Edicon – São Paulo – 1993

SERRANO, Daniel Portillo – Marketing Viral – www.portaldomarketing.com.br

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